❦A Aprendizagem das Plantas Mestras
O mito sateré-mawé da criança de olhos plantados na terra, o bastão ralado na língua do pirarucu, a cafeína da semente dita com simplicidade, e o nosso guaraná em pó do Brasil.
❦A Trilha do Sonho
Treze plantas dos sonhos, da Calea dos chontal à espuma branca do ubulawu xhosa: a sua linhagem, o que a ciência mediu, o que contam os nossos sonhadores e o gesto de cada uma.
⧖Celebrar ao Natural
Guayusa, Yerba Mate, Tulsi, Cacau Cerimonial, Adaptogenic Blend, Lion's Mane, Cordyceps, Reishi — oito plantas que sustentam a energia sem a perseguição do café, linhagem por linhagem.
❦O Caminho dos Adaptógenos e Cogumelos
Ashwagandha, shatavari, rhodiola, maca, reishi, cordyceps, schisandra. Sete plantas arrumadas pela geografia: o nome nativo, a tradição que as bebe, a forma em que as propomos.
☥O Caminho dos Adaptógenos e Cogumelos
O Conquistador das Montanhas, o Ouro negro das montanhas: a resina nascida da rocha ao longo dos séculos, de Shiva aos pastores do Altai, e a pasta pura que propomos.
⧖Celebrar ao Natural
O azevinho da Amazónia que os Kichwa bebem antes do amanhecer enquanto contam os sonhos da noite: a wayusa upina, o túmulo de Niño Korin, a palavra Runa, e as nossas folhas do Equador.
☥O Caminho dos Adaptógenos e Cogumelos
O arbusto do diabo da taiga, ci wu jia dos herbários chineses, que nos anos 1960 se tornou a raiz dos farmacologistas de Vladivostok e depois dos cosmonautas. A sua história, e a nossa raiz em decocção.
☥O Caminho dos Adaptógenos e Cogumelos
A raiz de ouro, planta de todos os extremos: de Dioscórides aos vikings, dos Montes de Ouro do Altai à nossa decocção da manhã, a história da Rhodiola rosea e o gesto da Casa.
❦A Trilha do Sonho
Os buriatos a chamam de sagaan dali, a asa branca, pelo verso prateado das folhas. A lenda da águia, o chá com leite e sal, a colheita do terço de cima e nossas folhas silvestres do Baikal.
☥O Caminho dos Adaptógenos e Cogumelos
Houtou da corte imperial chinesa, yamabushitake do Japão: a tradição da juba de leão, e o que propomos, em pó ou em extrato 8:1 de corpo frutífero em água quente.
☥O Caminho dos Adaptógenos e Cogumelos
O lingzhi dos taoistas, o mannentake do Japão: a tradição do reishi, de Magu ao édito de 1004, e o que propomos, em fatias selvagens da Sibéria ou em extrato 15:1.
☾Arco Sonho
A recuperação da alma é um conceito presente em muitas tradições xamânicas e retomado pela psicologia junguiana. Compreender a perda da alma, as formas de a abordar e os limites a respeitar.
❦A Aprendizagem das Plantas Mestras
Salvia apiana — a sálvia branca da Califórnia vive uma crise de sobrecolheita comercial. Os povos Chumash, Tongva e Cahuilla pedem que paremos. A INFUSE recusa-se a vendê-la e propõe Imphepho, artemísia e alecrim como alternativas rastreadas.
☥Alquimia e espagíria
Do alambique árabe de Al-Kindi no século IX aos alambiques de cobre das destilarias contemporâneas, a destilação é uma das técnicas mais universais de transformação das plantas. Concentra o espírito volátil — o que os alquimistas chamavam o Mercúrio — preservando ao mesmo tempo a assinatura olfativa da planta e a sua potência.
❦A Trilha do Sonho
Ocoee dos Cherokee. Em 1610, Emmanuel de Villegas lê na sua flor a Paixão de Cristo — daí o nome Passiflora. Companheira europeia e ameríndia do sono e da ansiedade. A trindade brasileira com mulungu e camomila. Modulação GABA-A, crisina, vestígios de armina.
❦A Trilha do Sonho
A hipnagogia é o estado de consciência entre a vigília e o sono. Edison e Dalí usavam-no de propósito. Compreender este estado e como recorrer a ele…
❦A Trilha do Sonho
Oito sabás, oito viragens fenológicas, oito famílias de plantas. Imbolc Artemísia, Ostara Dente-de-leão, Beltane Damiana Rosa Milefólio, Litha Camomila Erva-de-são-joão, Lammas Verbasco, Mabon Sálvia Alecrim, Samhain Milefólio Calêndula (nada de Mandrágora), Yule Pinheiro Abeto Visco. Cronobiologia vegetal, não folclore.
❦A Trilha do Sonho
Lótus vermelho (Nymphaea rubra) e nenúfar branco (Nymphaea lotus) — duas irmãs Nymphaea, uma vermelha e ardente, a outra branca como a lua cheia. Plantas dos limiares egípcio, maia e tântrico. Medicinas lentas para noites que se abrem em imagens. Sânscrito Rakta Kamala, egípcio Seshen, maia Naab.
21 min min de leituraLer → ❦A Trilha do Sonho
Heimia salicifolia. Planta dos xamãs mexicanos há pelo menos 500 anos, talvez 2000+. Não uma planta de visões — uma planta que reabre o antigo. Quem a usa conta reencontrar o cheiro de uma cozinha de infância, a textura de um cobertor, a luz de uma janela — detalhes depositados trinta anos antes. E uma assinatura auditiva marcante: as vozes ecoam como desde o fundo de um longo corredor de pedra.
❦A Trilha do Sonho
Não é um smudge. A sálvia branca limpa; o imphepho chama. Queimar imphepho é convocar os amadlozi pelo nome. O incenso preferido dos ancestrais — eles vêm ao cheiro. A primeira planta-medicina revelada aos curandeiros sangoma da África do Sul.
❦A Trilha do Sonho
Nymphaea lotus — a flor que se abre de noite e se fecha ao alvorecer. Irmã egípcia de Ísis, planta das passagens oníricas, medicina lunar e lenta. A distinguir do lótus indiano Nelumbo, apesar do nome comum.
20 min min de leituraLer → ❦A Aprendizagem das Plantas Mestras
Cheira a alho — mas cresce na Amazônia e não tem nenhum vínculo genético com o alho comum. Os Shipibo-Conibo a chamam de Abridora: a primeira dieta na formação de um curandero, a planta que prepara o terreno para que todas as outras entrem de verdade.