❦A Aprendizagem das Plantas Mestras
O mito sateré-mawé da criança de olhos plantados na terra, o bastão ralado na língua do pirarucu, a cafeína da semente dita com simplicidade, e o nosso guaraná em pó do Brasil.
⧖Celebrar ao Natural
Guayusa, Yerba Mate, Tulsi, Cacau Cerimonial, Adaptogenic Blend, Lion's Mane, Cordyceps, Reishi — oito plantas que sustentam a energia sem a perseguição do café, linhagem por linhagem.
❦O Caminho dos Adaptógenos e Cogumelos
Ashwagandha, shatavari, rhodiola, maca, reishi, cordyceps, schisandra. Sete plantas arrumadas pela geografia: o nome nativo, a tradição que as bebe, a forma em que as propomos.
☥O Caminho dos Adaptógenos e Cogumelos
O rasayana do Ayurveda, com sua cabana de três cercados e seu rasayana da conduta; o adaptógeno de Lazarev e de Brekhman, nascido nos laboratórios soviéticos. Duas histórias contadas lado a lado, com suas datas.
☥O Caminho dos Adaptógenos e Cogumelos
O Conquistador das Montanhas, o Ouro negro das montanhas: a resina nascida da rocha ao longo dos séculos, de Shiva aos pastores do Altai, e a pasta pura que propomos.
⧖Celebrar ao Natural
O azevinho da Amazónia que os Kichwa bebem antes do amanhecer enquanto contam os sonhos da noite: a wayusa upina, o túmulo de Niño Korin, a palavra Runa, e as nossas folhas do Equador.
☥O Caminho dos Adaptógenos e Cogumelos
O arbusto do diabo da taiga, ci wu jia dos herbários chineses, que nos anos 1960 se tornou a raiz dos farmacologistas de Vladivostok e depois dos cosmonautas. A sua história, e a nossa raiz em decocção.
☥O Caminho dos Adaptógenos e Cogumelos
A raiz de ouro, planta de todos os extremos: de Dioscórides aos vikings, dos Montes de Ouro do Altai à nossa decocção da manhã, a história da Rhodiola rosea e o gesto da Casa.
❦A Trilha do Sonho
Os buriatos a chamam de sagaan dali, a asa branca, pelo verso prateado das folhas. A lenda da águia, o chá com leite e sal, a colheita do terço de cima e nossas folhas silvestres do Baikal.
☥O Caminho dos Adaptógenos e Cogumelos
Houtou da corte imperial chinesa, yamabushitake do Japão: a tradição da juba de leão, e o que propomos, em pó ou em extrato 8:1 de corpo frutífero em água quente.
☥O Caminho dos Adaptógenos e Cogumelos
O lingzhi dos taoistas, o mannentake do Japão: a tradição do reishi, de Magu ao édito de 1004, e o que propomos, em fatias selvagens da Sibéria ou em extrato 15:1.
⧖O Círculo do Feminino Sagrado
Lavandula angustifolia toma o seu nome do verbo latino lavare, lavar. Os romanos perfumavam com ela as suas termas, Hildegarda a prescrevia contra os maus espíritos, e diz-se que a Virgem Maria secou os cueiros de Jesus sobre os seus arbustos. Eis a planta do limiar do sono.
☾Arco Sonho
A recuperação da alma é um conceito presente em muitas tradições xamânicas e retomado pela psicologia junguiana. Compreender a perda da alma, as formas de a abordar e os limites a respeitar.
❦A Trilha do Sonho
Ocoee dos Cherokee. Em 1610, Emmanuel de Villegas lê na sua flor a Paixão de Cristo — daí o nome Passiflora. Companheira europeia e ameríndia do sono e da ansiedade. A trindade brasileira com mulungu e camomila. Modulação GABA-A, crisina, vestígios de armina.
❦A Trilha do Sonho
Oito sabás, oito viragens fenológicas, oito famílias de plantas. Imbolc Artemísia, Ostara Dente-de-leão, Beltane Damiana Rosa Milefólio, Litha Camomila Erva-de-são-joão, Lammas Verbasco, Mabon Sálvia Alecrim, Samhain Milefólio Calêndula (nada de Mandrágora), Yule Pinheiro Abeto Visco. Cronobiologia vegetal, não folclore.
❦A Trilha do Sonho
Lótus vermelho (Nymphaea rubra) e nenúfar branco (Nymphaea lotus) — duas irmãs Nymphaea, uma vermelha e ardente, a outra branca como a lua cheia. Plantas dos limiares egípcio, maia e tântrico. Medicinas lentas para noites que se abrem em imagens. Sânscrito Rakta Kamala, egípcio Seshen, maia Naab.
21 min min de leituraLer → ❦A Trilha do Sonho
Papaver rhoeas. Irmã do trigo, filha de Deméter, flor de Flandres. Sem morfina, sem codeína, sem dependência em dois mil anos de uso. Separação lexical estrita de Papaver somniferum. Uma planta do limiar entre a vigília e o sono, dos corações feridos, do luto que precisa de respirar através da noite.
⧖O Círculo do Feminino Sagrado
Para os Shipibo-Conibo da Amazônia peruana, ela é semein — a planta do coração. Pequena árvore das margens de flores em pompons rosa e branco. A água que retorna por tempo suficiente desfaz a pedra. A bobinsana reorganiza o coração sem forçá-lo — paciência, fluidez, ensinamento pós-trauma.
❦A Aprendizagem das Plantas Mestras
Cheira a alho — mas cresce na Amazônia e não tem nenhum vínculo genético com o alho comum. Os Shipibo-Conibo a chamam de Abridora: a primeira dieta na formação de um curandero, a planta que prepara o terreno para que todas as outras entrem de verdade.