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PARA O RITUAL QUE VOCÊ SE DÁ

Vaporização uterina: ervas e tradição.

Uma prática antiga de vapor de ervas: de onde ela vem, o que a pesquisa diz e o que não diz, e como se aproximar dela sem se queimar.

Ritual

Sentar sobre uma tigela de ervas que fumega devagar e deixar o vapor subir até o baixo-ventre: na Coreia, chamam isso de *ssuk-jwahun*, o vapor de artemísia recebido sentada; no Japão, *yomogi-mushi*.

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COMBO EMBLEMÁTICO

O tesouro deste caminho.

A artemísia é a erva que a tradição coloca no coração do banho de vapor; Wolf-Dieter Storl a conta entre as ervas das mulheres da velha Europa. Aqui, ela se junta à rosa e à camomila na decocção.

O caminho · 6 limiares

Um método.

Uma prática antiga de vapor de ervas: de onde ela vem, o que a pesquisa diz e o que não diz, e como se aproximar dela sem se queimar.

Rosas
01
Ritual

Preparar a decocção

Um punhado de ervas (rosa, camomila nobre, lavanda, folha de framboesa, um pouco de artemísia) em água quente, tampado, por alguns minutos. Depois, tire do fogo.

Camomila Nobre
02
Ritual

Sentir o calor

O vapor fica suave. Teste com a parte interna do pulso sobre a tigela antes de sentar. Vapor que pica na pele está quente demais: espere amornar.

Lavanda
03
Ritual

Sentar a distância

A tigela vai embaixo de um banquinho com abertura ou dentro do vaso sanitário limpo, a uma boa distância: pelo menos o comprimento de um antebraço. Uma manta sobre as pernas segura o vapor. A distância protege da queimadura.

Framboesa
04
Ritual

Ficar pouco tempo

Dez a quinze minutos bastam. Quando o vapor esfriar, ou vier um incômodo, é hora de parar.

Rosas
05
Ritual

Agasalhar-se depois

Cubra-se, fique no quentinho um tempo, tome um chá. A tigela é esvaziada e enxaguada.

Camomila Nobre
06
Ritual

Quando deixar de lado

Na gravidez e na amamentação, durante a menstruação, com DIU ou outro dispositivo colocado, e em caso de infecção ou irritação. Na dúvida, a orientação de uma ginecologista ou de uma enfermeira obstétrica vem primeiro.

Vaporização uterina: de onde vem o gesto

Senta-se sobre uma tigela de água quente onde as ervas descansam, com uma manta sobre as pernas, e o vapor sobe devagar. Na Coreia, isso se chama ssuk-jwahun: o vapor de artemísia recebido sentada; a imprensa ocidental o espalhou com o nome de chai-yok. No Japão, os salões o oferecem como yomogi-mushi.

Em Belize, Rosita Arvigo passou anos ao lado do curandeiro maia Elijio Panti e contou essa história em Sastun (1994); depois, descreveu e ensinou os banhos de vapor de ervas dessa tradição. No Brasil, o nome que pegou foi vaporização uterina, ou do útero, nos círculos de ginecologia natural; o vapor fica do lado de fora, na vulva e na pele ao redor.

As ervas da tigela

Um punhado basta: rosa, camomila nobre, lavanda, folha de framboesa e um pouco de artemísia. Nossa artemísia (Artemisia vulgaris) é colhida na França; a camomila nobre cresce em cultivo orgânico perto das nossas oficinas; os botões de rosa vêm de cultivo orgânico no Marrocos.

Plínio conta que a artemísia deve o nome a Ártemis, deusa dos partos. As outras plantas dessa família esperam você nas ervas do sagrado feminino.

Cuidados: vapor morno e a distância

Queimaduras acontecem. Em junho de 2019, a ginecologista canadense Magali Robert publicou no Journal of Obstetrics and Gynaecology Canada o caso de uma mulher de 62 anos com queimaduras de segundo grau depois de sentar sobre água fervendo. Por isso a tigela fica longe do corpo, pelo menos um antebraço, e o vapor é testado no pulso antes de sentar.

A vaporização fica de lado na gravidez e na amamentação (a fitoterapia clássica afasta a artemísia na gravidez), durante a menstruação, com DIU ou outro dispositivo colocado, e em caso de infecção ou irritação. Com alergia às asteráceas (ambrósia, mil-folhas), a artemísia e a camomila ficam fora da tigela. Na dúvida, a orientação de uma ginecologista ou de uma enfermeira obstétrica vem primeiro.

Fontes: R. Arvigo, Sastun, 1994 · M. Robert, Journal of Obstetrics and Gynaecology Canada, junho de 2019 · Plínio, o Velho, História Natural, livro XXV.

⊹ PERGUNTAS FREQUENTES ⊹

Vaporização uterina, perguntas frequentes

O que é vaporização uterina?

É sentar sobre uma tigela de ervas em água quente e deixar o vapor morno subir até o baixo-ventre. A prática tem raízes na Coreia (ssuk-jwahun), no Japão (yomogi-mushi) e entre os curandeiros maias de Belize; no Brasil, ganhou o nome de vaporização uterina ou do útero.

Quais ervas usar na vaporização do útero?

As mais usadas são a rosa, a camomila, a lavanda, a folha de framboesa e um pouco de artemísia. Um punhado basta para uma tigela.

A vaporização uterina pode ser feita com camomila?

Pode: a camomila é uma das ervas mais usadas, sozinha ou com rosa e lavanda. Com alergia às asteráceas, deixe-a de lado.

Quanto tempo dura a vaporização uterina?

Dez a quinze minutos. Quando o vapor esfria, ou vem um incômodo, é hora de parar.

Para que serve o banquinho de vaporização?

O banquinho com abertura no assento mantém a tigela embaixo, longe do corpo, e o vapor sobe sem que você precise se agachar. Sem ele, a tigela vai dentro do vaso sanitário limpo.

Quem não deve fazer vaporização uterina?

Grávidas e lactantes, mulheres menstruadas, com DIU ou outro dispositivo, com infecção ou irritação, e quem tem alergia às asteráceas. Na dúvida, fale com uma ginecologista ou uma enfermeira obstétrica.

· A FLORESTA ·

Uma pergunta precisa sobre esta intenção?

Pergunta à Floresta: ética de uma planta, dose, linhagem, sinergia. Ela partilha o que os povos transmitiram e o que os livros escreveram.